Diagnóstico Não É Destino

Diagnóstico Não É Destino

Nessa palestra falamos de uma forma doce, acolhedora e esperançosa sobre a parentalidade especial, para mães e pais que já estão com seus filhos especiais “no colo”, e para aqueles que ainda gestam suas crianças, sabendo que são especiais, ou temendo essa possibilidade.

Como descobrir e caminhar junto com o filho em direção à superação?

Como superar os próprios medos e inseguranças?

Quais passos podem ser dados para se criar uma vida mais adaptada e feliz?

Acreditamos que à fé e à esperança deveria ser somada uma nova forma de pensar: que DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO. E refletindo sobre essa crença, pais e mães têm a possibilidade de uma nova verdade, em forma de horizonte. Algo mais forte que a limitação da doença, e que lhes daria a possibilidade de vivenciar milagres no dia a dia.

Duração: 25 min a 1 hora

Público Alvo: Mães e pais de filhos especiais de qualquer idade, e gestantes que já sabem de seu filho especial.

Tenho Medo, Sim! E Estou Cuidando De Mim E Dos Meus Filhos

Tenho Medo, Sim! E Estou Cuidando De Mim E Dos Meus Filhos

Há alguns dias vendo casos de violência e pedofilia com crianças, pensei em escrever sobre os medos que as mães sentem de seus filhos serem vítimas dessas situações, fora e dentro de casa. Os pensamentos que surgem e os sentimentos desconfortantes, que eles causam em nós, determinam muitas vezes – principalmente no caso de Mães que são Pães – que algumas decisões (muitas delas podendo ser inclusive radicais) sejam tomadas para proteger os filhos. Sentimos vários medos, e muitos deles precisam ser pensados, para que tomemos precauções concretas, sim. Mas e quando esses medos dificultam o nosso dia a dia, nos fazem perder o sono, prejudicam a vida dos filhos e a nossa? Como podemos lidar com eles?

Alguns Pensamentos Negativos

Algumas dúvidas que surgem com pensamentos negativos:

Deixar a filha (o) ir para a casa do colega, ou não?

Deixar ir para escola sozinha (o), ou não?

Permitir o acesso livre à internet e às suas redes sociais, ou não?

Conviver muito intimamente, sem a mãe, na casa de parentes, ou não?

Eu (Pãe) devo, ou não, namorar alguém, agora?

Eu devo, ou não, permitir a convivência do namorado com os meus filhos?

Eu devo, ou não, ficar vigiando a relação do novo namorado com os filhos?

O Que Fazer com eles?

Nessas situações, em que pensamentos negativos (que podem ser verdadeiros, ou não) nos causam medo, insegurança, paralisia e muito sofrimento, é preciso tomar consciência de qual é o pensamento que está fazendo isso. Entendendo o medo é possível encontrar formas de reduzir a força dele e os riscos de suas possíveis consequências acontecerem de verdade. Enfraquecendo o pensamento e mitigando os riscos reais, você passa a controlar a situação, que antes estava nas mãos do seu medo.

Vamos fazer um exercício, de como seria entender um medo para reduzir sua força sobre nossa vida:

1° momento: Você pensa que seu filho, ao ir sozinho para a escola será sequestrado, e, você não consegue nem imaginar a situação, sente até taquicardia. Bem, escreva qual é o seu medo em uma folha: “O pensamento negativo que vem agora na minha cabeça é que meu filho corre risco de ser sequestrado na ida para a escola”.

2° momento: Em seguida, reflita sobre esse pensamento, deixe-o vir, pense sobre ele, e registre os sentimentos que ele te causa: “sinto medo, angústia, desespero, impotência… sinto que preciso fazer algo para protegê-lo, sempre…”.

3°momento: O próximo passo é pensar em fatos e dados que indiquem que seu medo, apesar de possível, não necessariamente acontecerá. Fatos que demonstrem, contrariamente, que a força das possibilidades ruins não é tão imperativa, assim, e que as probabilidades de acontecer são menores: “A minha filha vai para a escola, com uma amiga. Ela já muda o trajeto diariamente. Ela está atenta e sabe pedir ajuda, pois já está com 15 anos”, ou ainda “A escola fica a tantos metros daqui, no trajeto há a casa da avó e ela está sempre com telefone, além de ser esperta demais para correr”. O importante é encontrar argumentos concretos, que demonstrem para você mesma que o pensamento pode ser real, ou seja, que pode haver risco, mas que há possibilidade dele não ocorrer de forma obrigatória ou automática, e de que o filho ou a filha também possui capacidades que contribuem para sua segurança ou autoproteção.

4° momento: Aceite o seu pensamento como uma possibilidade, mas não como uma fatalidade confirmada, e liste pelo menos três coisas que você possa fazer, hoje, para enfraquecer ainda mais o pensamento negativo, e que também reduzem as probabilidades de o incidente ocorrer.

5° Avalie se os sentimentos, após essas reflexões. Eles estão mais brandos? A pressão interna, pela angústia ou ansiedade, diminuiu? Perceba se a sensação de agora está um pouco mais para tranquilidade e consciência, do que antes.

Caso sim, ótimo, você descobriu um caminho para lidar com aqueles pensamentos negativos, ao mesmo tempo em que age, para criar formas possíveis de proteção, caso considere ser necessário.

Reflexões e Decisões

Outro passo, importante, quando pensamentos negativos travam o caminhar da vida, em algum aspecto, é após refletir sobre eles, sobre os sentimentos que deles veem, é pensar no que não está legal na sua vida ou na de seus filhos, e que está barrado, travado, escondido e quem sabe, já tenha até virado um tabu. Avalie se essa decisão, ou a falta dela traz benefícios ou sofrimento para você e para seus filhos. Caso não esteja legal, faça o mesmo exercício anterior, agora colocando no foco da reflexão as opções que você possa ter. Registre, sinta, pondere com fatos, dados e em perspectivas diferentes daquela negativa que te paralisou ou te fez decidir de uma maneira considerada por você como inadequada.

Reflita por alguns dias, converse com seu filho, converse com alguém de confiança – de preferência alguém que consiga contribuir, sem te julgar. E sentindo-se mais tranquila, à vontade com sua escolha, tome sua decisão, ou a decisão de vocês (você e seus filhos). Experimentem, avaliem os ganhos, as perdas, e se for necessário modifiquem o trajeto. Lembre-se, o risco existe, sempre, mas isso não é o mesmo que probabilidade, que e é menos, ainda, igual à certeza.

Nós não temos controle sobre a vida, mas para vivermos melhor, podemos buscar controlar os nossos pensamentos, com a consciência, identificando aqueles que têm nos prejudicado no dia a dia, e que nos trazem sofrimento (muitas vezes desnecessários) e acabam por reforçar o ciclo do pensar, sentir e do comportar-se.

Experimente, tomar consciência de si, essa é sempre uma boa oportunidade para melhorar coisas no nosso viver.

Mãe Pãe, “Bora” falar Sobre Sentir-se Segura

Mãe Pãe, “Bora” falar Sobre Sentir-se Segura

 

Quando nos tornamos mães gostamos (mais ainda) de nos sentirmos seguras. É comum sentir a necessidade de sermos abraçadas e acolhidas pela família, pelos amigos, no trabalho, e principalmente, pelo pai da criança. Mas muitas de nós não sentem essa segurança quando decidimos sermos mães, e por algum motivo o casamento não vem com a maternidade. Nessa situação de ser mãe, sem se tornar esposa, como buscar a segurança? Como nos fortalecer para nos sentirmos intimamente seguras, e vivenciar bem a gestação e os primeiros anos do filho?

Dicas

Controle os pensamentos sobre o que os outros vão pensar, será que isso é realmente importante? Porque é importante?

Tome consciência de que as escolhas de sua vida são suas, então como você as está fazendo? Pensando em você e seu filho? Nos seus sonhos, ou nos outros?

Conheça a realidade de ser mãe pãe, e veja que é possível! Não se sinta sozinha, não se faça solitária, converse com outras mães para ver como se sentiram, o que viveram, como superaram as dificuldades. Aproveite o que fizer sentido para você, nada tem que ser do jeito do outro, você escolhe o seu jeito, o seu tempo.

Controle o sentimento de culpa. Ele não ajuda em nada! Ele te trava, te enfraquece. Então, sinta, porque vai sentir, mas pense também na perspectiva de que o que ocorreu não estava sob seu controle, ou que foi um aprendizado, ou ainda como diz a minha mãe, as dificuldades nos fortalecem. Não se culpe pelas escolhas erradas dos outro, você não tem o poder de decidir por elas, ou de controlá-lo.

Identifique quais são os seus medos, para poder com consciência desmistificá-los ou criar formas de reduzir os riscos deles se concretizarem. Liste seus medos, um a um, isole cada um deles em uma frase: “Tenho medo de…, porque isso pode provocar aquilo e me sentirei assim…”. Após registrar todos, tente contrapor cada um com fatos que comprovem que o medo não é real, ou não é tão forte assim, ou ainda, que você tem a solução, caso ele resolva acontecer. Essas reflexões enfraquecem os medos, e trazem alívio.

Imagine o futuro que você quer, não pense que ele é impossível ou distante. Isso tira sua atenção e o foco de sua criação, hoje. Registre-o, e liste algumas coisas que você pode começar a fazer para ir em direção a esse sonho.

Então, proponha para si mesma, algumas ações imediatas para começar a construir esse futuro vocês. Por exemplo, para a preocupação com grana: poupar a partir de agora tantos reais por mês, ou ainda, fazer e manter um seguro de vida. Reduzir tais gastos para realizar investimento em mim, ou para poupar.

Ponha alegria no seu dia a dia! Curta a barriga, converse com o baby, acaricie a sua barriga ou o seu filhote. Ria de você mesma! Valorize as suas qualidades e suas conquistas, mesmo que pequenas.

Não se isole do mundo, do seu mundo! Crie o seu mundo, aproxime-se mais de quem é importante para você. Fortaleça os vínculos e a confiança com essas boas companhias, elas provavelmente serão sua rede social de apoio, durante a gravidez e depois que seu filhote nascer e crescer.

Crie momentos para você, ainda que as coisas estejam difíceis, pegando fogo! Não se esqueça de você! Saiba que esse é o erro mais comum que cometemos, nos tornamos excelentes mães, mas abandonamos demais quem somos, e isso traz consequências para a nossa vida e para o nosso dia a dia em curto e médio prazo. “Bora”, investir nos filhos, mas também em nós!

E não se esqueça, busque ajuda profissional sempre que precisar!