Obrigada, Vander Lee.

Obrigada, Vander Lee.

Hoje perdemos um artista mineiro muito importante, Vander Lee.

Esse cara é tão importante na minha história de Mãe Pãe, que a morte dele me levou de volta aos sentimentos iniciais da maternidade, lá atrás, quando eu dei de cara com a realidade de ser mãe, de ser pãe.

Foram várias, as madrugadas, os dias, as tardes em que só eu e o filhote (e o Vander Lee) estivemos juntos, refletindo sobre: a vida, as dores, as esperanças, as alegrias da maternidade, e da minha vida, naquele momento.

O que eu sentia? Uma profunda solidão, eu não percebia como depressão, eu entendia que era o encontro mais profundo que eu já tinha vivido, comigo mesma.

Sentir-só, e entender como algo necessário para crescer

Eu me sentia só, mas significava aquilo tudo como algo necessário para eu me construir, mãe. Minha vida tinha mudado, de verdade, e eu precisava entender tudo o que estava sentindo, pensando, querendo.

Eu precisava estar em silêncio, com meu filho, que eu acabara de conhecer, mas que eu ainda iria continuar gerando por muito mais tempo.

Como foi belo aquele momento! Solidão, emoção por sentir a vida dentro de mim, nos meus sentimentos, e fora, dentro do meu filho, que já era uma pessoa que respirava.

Somos Felizes! Tive a oportunidade de escolher, de refletir e decidir!

Tristeza, acho que vivi um luto pelos sonhos de uma família ideal. Mas ao mesmo tempo, me senti feliz, em paz por não me sentir obrigada a fazer o que eu não queria, por ter a oportunidade e a coragem de decidir, de escolher o correto para mim, objetivando ser feliz.

E nós somos muito felizes!

A música me tornou Pãe

A música faz sentir, faz pensar e entender o que se quer, e o que não se quer. Através dela eu tive paz interior, e criei a oportunidade de sentir tudo o que era para eu sentir, de ruim e de bom.

Tornei-me mãe ao som de Vander Lee, me tornei pãe com suas músicas. Eu cresci!

Obrigada a ele, por tudo isso… Vá em paz, e saiba que aqui somos nós, em grande parte, por sua ajuda.

 

Diagnóstico Não É Destino

Diagnóstico Não É Destino

Nessa palestra falamos de uma forma doce, acolhedora e esperançosa sobre a parentalidade especial, para mães e pais que já estão com seus filhos especiais “no colo”, e para aqueles que ainda gestam suas crianças, sabendo que são especiais, ou temendo essa possibilidade.

Como descobrir e caminhar junto com o filho em direção à superação?

Como superar os próprios medos e inseguranças?

Quais passos podem ser dados para se criar uma vida mais adaptada e feliz?

Acreditamos que à fé e à esperança deveria ser somada uma nova forma de pensar: que DIAGNÓSTICO NÃO É DESTINO. E refletindo sobre essa crença, pais e mães têm a possibilidade de uma nova verdade, em forma de horizonte. Algo mais forte que a limitação da doença, e que lhes daria a possibilidade de vivenciar milagres no dia a dia.

Duração: 25 min a 1 hora

Público Alvo: Mães e pais de filhos especiais de qualquer idade, e gestantes que já sabem de seu filho especial.